A Polícia Federal apontou a necessidade de reforços na cela do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Complexo da Papuda, em Brasília, após perícia médica identificar risco de novos episódios de queda. O laudo, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), baseia-se em exames clínicos recentes e na análise das condições de custódia.
Segundo o documento, embora a cela já possua barras de apoio e botão de pânico próximo à cama, os peritos identificaram sinais neurológicos que indicam maior vulnerabilidade do ex-presidente.
Entre as recomendações estão a instalação de barras adicionais em corredores e áreas de circulação, além da ampliação de campainhas de emergência ou outros sistemas de monitoramento em tempo real.
No banheiro, apesar de já haver barras de apoio no chuveiro e ao lado da bacia sanitária, o laudo sugere medidas extras para reduzir riscos associados às limitações funcionais de Bolsonaro.
O documento alerta que a ausência dessas melhorias pode levar a “descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte” e aumentar a probabilidade de novas quedas.
Além das adaptações físicas, os peritos indicam acompanhamento contínuo do ex-presidente nas áreas comuns, garantindo resposta imediata em situações de emergência. Todas as medidas são consideradas provisórias, devendo permanecer até avaliação especializada complementar.
A perícia foi realizada por meio de exame clínico direto, análise de exames laboratoriais e de imagem, vistoria detalhada da cela e registro das condições estruturais e dos dispositivos de apoio já existentes.
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