O prefeito de Campestre do Maranhão (MA), Fernando Bermuda (PSB), tornou-se alvo de repercussão após mensagens divulgadas pelo portal Metrópoles apontarem que ele teria ameaçado demitir servidores municipais que não apoiassem o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de outubro.
Segundo a publicação, as mensagens começaram a circular nesta sexta-feira (7) em grupos de conversa utilizados por servidores e moradores do município durante a divulgação de um culto promovido pela prefeitura para marcar o início das atividades do segundo semestre.
Em uma das mensagens atribuídas ao prefeito, Fernando Bermuda escreveu: “Vamos no culto hoje na Assembleia de Deus. Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula após a eleição tá na rua”.
De acordo com relatos de servidores municipais ouvidos pelo Metrópoles, sob condição de anonimato, a pressão por apoio político seria recorrente dentro da administração municipal.
Um funcionário da Secretaria Municipal de Educação afirmou ao portal que muitos trabalhadores permanecem em silêncio por receio de perder o emprego.
“O prefeito sempre agiu dessa forma. Ele se comunica com os funcionários por meio de ameaças e exige que todos façam a sua vontade. Quem não concorda acaba sendo perseguido. Muitos permanecem em silêncio porque dependem do salário para sustentar a família”, relatou o servidor.
Procurado pela reportagem, Fernando Bermuda não contestou a autenticidade das mensagens e afirmou que as declarações refletem seu posicionamento político.
Segundo o prefeito, uma eventual continuidade do atual governo federal poderia trazer prejuízos ao município.
Durante a manifestação, o chefe do Executivo municipal também declarou que, caso seja necessário promover demissões na administração, começaria pelos servidores identificados como apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O episódio ocorre no período pré-eleitoral e pode gerar questionamentos sobre eventual constrangimento de servidores públicos em razão de posicionamentos políticos. Eventuais irregularidades poderão ser analisadas pelos órgãos competentes caso sejam apresentadas representações ou denúncias formais.
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