O líder do PL divulgou um vídeo informando que só receberá dinheiro do fundo eleitoral os candidatos ao Senado e à Câmara dos Deputados que atrelarem as respectivas campanhas à imagem do presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição.
Diante do resultado das últimas pesquisas de intenção de votos, o presidente ainda se encontra com uma porcentagem abaixo da considerada boa por seus aliados. Além disso, Bolsonaro ainda trava uma batalha com o Judiciário, mesmo faltando menos de dois meses para a eleição.
O cenário desfavorável estaria levando os colegas candidatos do PL a esconder ou mencionar o seu nome durante a campanha, principalmente nas redes sociais.
Um levantamento realizado pelo jornal O Globo mostra que as principais candidaturas do PL nos Estados e candidatos ao Senado em postagens no Facebook, principal plataforma digital no país, apenas os perfis de cinco candidatos citaram Bolsonaro em menos de 10% das suas publicações nos últimos três meses.
Segundo a mídia, os que tentam se eleger governador pelo PL, Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, e Ronaldo Dimas, no Tocantins, são os que mais evitam compartilhar a imagem do presidente.
Já no Senado, Romário (RJ) e os ex-ministros Flávia Arruda (DF) e Rogério Marinho (RN) são os que mais evitam se ligar a Bolsonaro. O ex-jogador fez apenas duas citações ao mandatário nos últimos três meses.
Arruda, que lidera a disputa no Distrito Federal, economiza nas menções a seu antigo chefe: foram apenas sete desde o fim de maio. E nos perfis de Marinho, as postagens sobre o presidente se tornaram mais escassas em agosto, apenas duas e nenhuma delas após o início da campanha.
Ao perceber o movimento, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu usar como estratégia segurar o recurso do fundo eleitoral. O líder do partido teria baixado uma ordem para que todos os diretórios da legenda condicionem o acesso ao fundão ao compartilhamento de postagens com o presidente, relata a mídia.
O PL vai receber, de acordo com a divisão feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 288,5 milhões do fundo eleitoral. Em um vídeo que gravou para ser distribuído no Rio, Valdemar afirmou que o dinheiro é pouco para o tamanho que a legenda ficou.
“O partido hoje triplicou de tamanho e continuamos com o mesmo fundo. Então é o seguinte: nós vamos repassar o dinheiro só para quem estiver na campanha com o Bolsonaro, com o Cláudio [Castro] e com o Romário. Precisa ter na propaganda os três. Nós vamos passar em partes, o dinheiro, e vamos ter esse controle. Isso é vida ou morte para nós”, afirmou Costa Neto.
A mesma mensagem, segundo O Globo, foi encaminhada aos diretórios em versão escrita.
Na última pesquisa Datafolha publicada na quinta-feira (18), o ex-presidente Lula mantém a liderança na corrida presidencial com 47% das intenções de votos e Bolsonaro vem em seguida com 32%.
*Da Sputnik com edição da Agência VIU!. Leia e compartilhe com os amigos as reportagens do Diário da Guanabara.











