Um grupo de empresários que teria defendido um golpe de Estado no Brasil por meio de troca de mensagens no Whatsapp, é alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (23).
O grupo defendia a ruptura institucional diante de uma eventual vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Os agentes executaram mandados de busca e apreensão contra oito empresários em dez endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A mesma decisão determinou a quebra de sigilo bancário e oitiva dos empresários, além do bloqueio das contas nas redes sociais.
Trinta e cinco policiais federais participam da operação, que acontece no âmbito do inquérito das milícias digitais.
Alvos da Polícia Federal:
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Afrânio Barreira Filho, do grupo Coco Bambu;
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Ivan Wrobel, da construtora W3;
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José Isaac Peres, da Multiplan;
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José Koury, do Barra World Shopping;
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Luciano Hang, das lojas Havan;
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Luiz André Tissot, do grupo Sierra
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Marco Aurélio Raymundo (Morongo); das lojas Mormaii;
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Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa
De acordo com a CNN Brasil, o empresário Luciano Hang, da Havan, tem três endereços entre os alvos dos mandados. Em nota, a defesa de Luiz André Tissot afirmou que o grupo Sierra e o empresário “não irão se manifestar sobre o tema”.
Já a defesa de Ivan Wrobel, da construtora W3, disse que o empresário “tem um histórico de vida completamente ligado à liberdade”. “Colaboraremos com o que for preciso para demonstrar que as acusações contra ele não condizem com a realidade dos fatos”, acrescentou a defesa.
A assessoria das lojas Havan confirmou a apreensão do celular de Luciano Hang. “Sigo tranquilo, pois estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. […] Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu nunca, em momento algum falei sobre golpe ou sobre STF”, afirmou Hang através de sua defesa.
A defesa do empresário Afrânio Barreira Filho, confirmou a apreensão de dois celulares do dono do Coco Bambu pela Polícia Federal.
Em posicionamento, Barreira Filho afirma que está “absolutamente tranquilo, pois minha única manifestação sobre o assunto foi um “emoji” sinalizando a leitura da mensagem, sem estar endossando ou concordando com seu teor”. “Confio na justiça e vamos provar que sempre fui totalmente favorável à democracia”, acrescentou.
“A operação de hoje é fruto de perseguição política e denúncias falsas, as quais não tem nenhum fundamento. Afrânio Barreira está absolutamente tranquilo e colaborando com a busca da verdade, a qual resultará rapidamente no arquivamento da investigação”, afirmou o advogado.
A defesa de Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, disse que ele “de fato foi contatado hoje pela Polícia Federal, ainda desconhece o inteiro teor do inquérito, mas se colocou e segue à disposição de todas autoridades para esclarecimentos”.
*Agência VIU! com informações da CNN Brasil. Leia e compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.











