Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que vai respeitar o resultado das urnas em outubro, “desde que as eleições sejam limpas e transparentes”.
Ele foi o primeiro presidenciável a participar da série de entrevistas que o programa jornalístico da emissora vai fazer com os principais candidatos na disputa sucessória.
Ao longo da entrevista, Bolsonaro repetiu diversas afirmações polêmicas que deu ao longo de seu governo. Entre os principais destaques, o presidente citou questionamentos sobre as urnas eletrônicas e defendeu a liberdade de médicos para receitar tratamentos sem eficácia comprovada contra a COVID-19.
O presidente Bolsonaro voltou a questionar a lisura do processo eleitoral e questionou a segurança das urnas eletrônicas. Ao ser questionado sobre respeitar o resultado das eleições neste ano, o presidente apresentou condições.
“Serão respeitados os resultados das urnas desde que as eleições sejam limpas e transparentes”, disse.
Recentemente, Bolsonaro convocou uma reunião com embaixadores em Brasília para apresentar diversas. Essas e outras declarações têm gerado temores de que o presidente não respeitará o resultado das eleições caso não saia vitorioso no pleito eleitoral.
Ao ser questionado sobre apoiadores que defendem o golpe militar no Brasil, Bolsonaro afirmou que isso se trata de uma questão de liberdade de expressão. “Quando alguns falam em fechar o Congresso, é liberdade de expressão deles”, afirmou.
Enfrentamento da pandemia
Bolsonaro afirmou que o governo “fez sua parte” durante a crise sanitária, ressaltando a compra de vacinas e o pagamento do auxílio emergencial. Apesar disso, o presidente voltou a defender tratamentos comprovadamente sem eficácia contra a COVID-19 e citou questões contratuais ao ser questionado sobre o atraso na compra de vacinas da Pfizer.
“Fizemos a nossa parte. O grande erro nisso tudo foi um trabalho forte da grande mídia, entre eles a Globo, desestimulando os médicos a fazerem o tratamento precoce”, disse, referindo-se a tratamentos como o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, defendidas pelo presidente brasileiro ao longo da pandemia mesmo sem eficácia comprovada.
Bolsonaro também afirmou que não errou ao defender o isolamento apenas de idosos e pessoas com comorbidades durante a fase mais aguda da pandemia — medida cuja eficácia foi amplamente desmentida pela comunidade científica. O presidente ainda defendeu a tese falsa de que o isolamento ajudou a contaminar mais pessoas durante a crise.
Próximos entrevistados
Após a entrevista de Bolsonaro, os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Simone Tebet (MDB) também serão entrevistados pela emissora.
O candidato do PDT será entrevistado na terça-feira (23); Lula na quinta-feira (25); e Tebet na sexta-feira (26). A ordem das entrevistas foi decidida por meio de sorteio.
Os convidados são os mais bem colocados nas pesquisas eleitorais. Na mais recente pesquisa do Datafolha, Lula liderava com 47% seguido de Bolsonaro com 32%, Ciro Gomes com 7%, e Simone Tebet com 2%.
*Da Agência Sputnik editado pela Agência VIU!. Leia e compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.











