A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou nesta quarta-feira (18) ter sido alvo de uma ameaça de atentado enquanto participava de um evento em Brasília.
A declaração foi feita durante uma palestra no Centro Universitário de Brasília (Ceub), voltada à discussão sobre direitos das mulheres. Segundo a magistrada, ela foi informada, pouco antes de chegar ao local, sobre a suposta existência de uma bomba destinada a atingi-la.
“Hoje de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar”, afirmou. Em tom firme, a ministra acrescentou que não sabia se a ameaça era concreta, mas destacou que continuaria exercendo suas funções normalmente.
Apesar da gravidade da afirmação, não há, até o momento, confirmação oficial por parte do STF ou de órgãos de segurança sobre a existência de um plano de atentado. Também não foram divulgadas informações sobre suspeitos, origem da ameaça ou eventuais medidas investigativas em andamento.
Fontes ligadas ao Judiciário indicam que não há uma cronologia detalhada do episódio, nem confirmação pública sobre o recebimento formal da ameaça por canais institucionais.
A segurança dos ministros do Supremo é realizada pela Polícia Judicial, responsável pela proteção das autoridades e das edifícios do tribunal. O protocolo de segurança foi reforçado nos últimos anos, especialmente após os atos de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.
O episódio ocorre em um contexto de aumento de ameaças contra integrantes do Judiciário, o que tem levado a um endurecimento das medidas de proteção institucional.
As autoridades ainda devem apurar a veracidade da ameaça e identificar possíveis responsáveis.
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