O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil possui condições de responder a qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral de 2026.
A declaração foi dada durante entrevista ao canal Meteoro, divulgada nesta quarta-feira (5), na qual o chefe do Executivo voltou a defender a confiabilidade das urnas eletrônicas e a independência do sistema eleitoral brasileiro.
Ao comentar questionamentos sobre a segurança das eleições, Lula afirmou que o histórico dos pleitos realizados no país demonstra a eficiência do modelo adotado. Durante a entrevista, declarou que a própria eleição dele seria uma demonstração da confiabilidade do sistema.
O presidente também afirmou que decisões sobre os rumos políticos do Brasil devem ser tomadas exclusivamente pelos eleitores nacionais. Segundo Lula, o país não aceitará ações externas que possam influenciar o processo eleitoral e reforçou que “quem manda no nosso país é o povo brasileiro”.
Relação com os Estados Unidos
Durante a conversa, Lula abordou o cenário de tensão diplomática envolvendo o governo dos Estados Unidos. O presidente afirmou que encaminhou um pedido oficial para que Washington revisasse a restrição de entrada aplicada a 11 autoridades brasileiras, mas relatou que a solicitação não teve resultado favorável.
Outro tema tratado foi o envio de jovens norte-americanos para acompanhar o processo de fiscalização das urnas eletrônicas brasileiras. Lula classificou a iniciativa como uma possível tentativa de interferência e disse ter apoiado a decisão do Itamaraty de não conceder vistos aos integrantes do grupo.
O presidente também fez críticas à condução das relações diplomáticas por parte do governo norte-americano, mencionando a demora na indicação de um embaixador e a retirada do visto de uma diplomata brasileira.
Como resposta, afirmou que pretende evitar encontros com representantes diplomáticos estrangeiros até o período eleitoral, destacando que o Brasil seguirá suas próprias decisões e interesses.
Ao final da entrevista, Lula reforçou a defesa da soberania do sistema eleitoral brasileiro e afirmou que a escolha dos representantes do país deve permanecer sob responsabilidade das instituições nacionais e dos cidadãos brasileiros.
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