Um dos peixes mais importantes da fauna brasileira, com forte relevância econômica, cultural e ambiental, passou a integrar a lista de espécies ameaçadas de extinção.
O tambaqui foi classificado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como espécie “vulnerável” após estudos indicarem uma redução estimada de 43% em sua população ao longo de três gerações.
A inclusão do peixe na lista oficial ocorreu em abril deste ano. A partir da decisão, o Ministério do Meio Ambiente determinou um prazo de 180 dias para a elaboração e aprovação de um plano de recuperação da espécie.
Segundo Braulio Ferreira de Souza Dias, diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, o período para definição das estratégias de proteção termina em 25 de outubro.
Entre as medidas em análise está a adoção de ações para recuperar os estoques naturais do tambaqui. Caso as iniciativas sejam consideradas insuficientes, a pesca da espécie poderá sofrer restrições ou até ser suspensa em todo o país.
A principal ameaça apontada para a redução das populações naturais é a exploração excessiva da espécie nas últimas décadas, especialmente em áreas da Bacia Amazônica. O tambaqui possui grande importância para comunidades ribeirinhas e para o equilíbrio dos ecossistemas onde está presente.
O peixe é encontrado principalmente em regiões de várzea dos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Pará. Nessas áreas, além de representar uma importante fonte de renda para pescadores, o tambaqui desempenha papel relevante na dinâmica ambiental dos rios amazônicos.
A criação em cativeiro ajudou a reduzir a pressão sobre os estoques encontrados na natureza, ampliando a oferta do peixe para consumo.
Apesar disso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ainda analisa como a aquicultura influencia a recuperação das populações naturais e quais medidas podem contribuir para a preservação da espécie.
A elaboração de um plano de manejo é considerada uma das principais etapas para garantir o equilíbrio entre a exploração econômica do tambaqui e a conservação ambiental.
O objetivo é evitar a continuidade da redução dos estoques e assegurar a sobrevivência da espécie para as próximas gerações.
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