O ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, afirmou neste domingo (22) que não vê problema na menção feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ataque japonês a Pearl Harbor durante uma reunião bilateral na Casa Branca.
A declaração foi dada em entrevista à emissora Fuji TV, na qual o chanceler explicou que o tema surgiu naturalmente durante a troca de opiniões entre os líderes.
“A conversa incluiu o ataque a Pearl Harbor, mas não houve nada de estranho nisso”, afirmou Motegi.
Contexto histórico citado por Trump
Durante o encontro, Trump fez uma referência histórica ao ataque japonês de 1941, sugerindo que o Japão “conhece como ninguém as surpresas”. A fala ocorreu ao justificar por que os Estados Unidos não avisaram previamente aliados sobre a recente operação militar contra o Irã.

Motegi contextualizou a declaração lembrando que, à época do ataque, Japão e Estados Unidos estavam em guerra.
“Naquele período, os dois países não eram aliados. Em um cenário assim, é impensável que o Japão avisasse previamente sobre um ataque”, explicou.
Apesar da tentativa de normalizar o comentário, a fala de Trump gerou desconforto em setores políticos e na opinião pública japonesa.
A primeira-ministra Sanae Takaichi não respondeu diretamente à observação durante a coletiva conjunta, o que também foi alvo de críticas internas.
Analistas apontam que o episódio expõe a sensibilidade de referências históricas em contextos diplomáticos, especialmente quando envolvem eventos traumáticos como o ataque a Pearl Harbor.
Tensão internacional em pano de fundo
A declaração ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após ações militares envolvendo Estados Unidos e Irã. A justificativa de Washington para não comunicar previamente seus aliados reforça o clima de desconfiança e instabilidade no cenário global.
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