O ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é o homem do mercado financeiro e um dos próceres do desastroso governo de Michel Temer, que chegou ao governo por meio de um golpe parlamentar e iniciou um desmonte da máquina pública.
Nos últimos dias ele reapareceu em cena dando pitacos sobre a política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que tomou posse em primeiro de janeiro.
Por meio de entrevistas à mídia brasileira, disse estar preocupado com as recentes falas de ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação à regra fiscal e às alterações previdenciárias. Esses dois tópicos, por sinal, afetam a rentabilidade do segmento da banca que sobrevive de juros da dívida pública.
Meirelles diz que as tendências expressas pela nova gestão repetem o governo de Dilma Rousseff (2011-2016).
“As mesmas pessoas que participaram ou têm linha de pensamento similar predominando. A tendência é seguir o aumento dos gastos, o uso de estatais, o controle de preços. O resultado do governo Dilma nós conhecemos, provocando a maior recessão da história do Brasil. É uma ilusão acreditar que pode se repetir os erros e ter resultado diferente”, afirmou Meirelles em entrevista à revista Veja.
O economista, que instituiu o teto de gastos (impedindo investimentos sociais e em outros setores) e fomentou a discussão de uma reforma da Previdência durante o governo de Michel Temer (2016-2018), ainda declarou que o governo age mal ao criticar as reações negativas do mercado.
“Há um entendimento equivocado sobre o que é o mercado. O mercado são os agentes econômicos. O padeiro do interior da Bahia também é mercado, que compra mais trigo, se acredita que vai vender mais pão. Se ele acha que vai cair, contém despesas e demite funcionário. Não adianta dizer que há nervosismo do mercado e tentar ignorar as reações dos agentes produtivos às medidas anunciadas”, afirmou.
Entretanto, mesmo com as críticas econômicas já feitas à nova gestão de Lula, os mercados financeiros brasileiros subiram na quarta-feira (4), segundo reportagem da Reuters. Na ocasião da entrevista, o índice de referência Bovespa subia 1%, após cair cerca de 5% nos primeiros dias de 2023.
*Com informações da Sputnik com edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











