O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) colocou o modelo de saneamento entre as propostas de sua campanha. Durante uma agenda realizada nesta sexta-feira (4), em Bonsucesso, na Zona Norte da capital, ele afirmou que pretende rever os contratos de concessão dos serviços de água e esgoto caso seja eleito.
A ideia apresentada pelo candidato é romper os contratos atualmente mantidos com empresas privadas responsáveis pela distribuição de água e pelo tratamento de esgoto. Garotinho também declarou que não pretende pagar indenizações às concessionárias em caso de rescisão dos acordos.
Garotinho quer ampliar atuação da Cedae
Segundo o candidato, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) deveria voltar a ter uma participação maior na prestação dos serviços.
Garotinho afirmou que a mudança poderia contribuir para reduzir o valor das contas de água pagas pelos moradores, tanto na Região Metropolitana quanto em municípios do interior do estado.
Na avaliação apresentada durante o ato de campanha, a Cedae continua tendo um papel importante no sistema, principalmente na produção e no tratamento da água. Já as empresas que receberam as concessões atuam principalmente na distribuição aos consumidores e na cobrança das tarifas.
Candidato questiona modelo atual
Durante a atividade em Bonsucesso, Garotinho voltou a criticar o modelo de concessões adotado no estado e defendeu que parte das funções atualmente executadas pela iniciativa privada seja novamente assumida pela companhia estadual.
A proposta faz parte do conjunto de medidas que o candidato afirma que pretende implementar caso consiga chegar ao Palácio Guanabara.
“Quem continua produzindo a água é a Cedae. A Cedae pega a água, trata a água e entrega para a empresa apenas distribuir e cobrar a conta. A nossa decisão já está tomada. Se vencermos a eleição, vamos anular a venda da Cedae”, afirmou.
Mudança dependeria de medidas jurídicas
A proposta apresentada por Garotinho não representa uma mudança imediata no sistema atual. Para que as concessões fossem encerradas, seria necessário analisar os contratos existentes e adotar medidas administrativas e jurídicas.
O candidato defende a revisão dos acordos e a ampliação do papel da Cedae, mas a eventual implementação dependeria dos procedimentos legais aplicáveis a cada contrato e das condições estabelecidas nas concessões.
A discussão sobre o futuro do saneamento no Rio deve continuar entre os temas da campanha eleitoral, especialmente diante do impacto dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto na rotina dos moradores de diferentes regiões do estado.
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