O senador Flávio Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (19) que se reuniu com o empresário Daniel Vorcaro após a primeira prisão do ex-banqueiro, ocorrida no fim de 2025, durante as investigações relacionadas ao Banco Master.
Segundo o parlamentar, o encontro teve como objetivo discutir o futuro do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O projeto ganhou repercussão após informações apontarem que Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões à produção cinematográfica antes de sua prisão.
Durante entrevista coletiva, Flávio declarou que procurou o empresário para entender o que aconteceria com o longa-metragem diante das investigações e da situação financeira enfrentada por Vorcaro.
“Eu fui, sim, ao encontro dele para colocar um ponto final nessa história”, afirmou o senador, segundo declarações reproduzidas pelo portal Metrópoles.
O parlamentar explicou ainda que um áudio divulgado anteriormente fazia referência justamente à preocupação com a continuidade da produção audiovisual.
De acordo com Flávio Bolsonaro, havia receio de que o projeto fosse interrompido por conta das medidas judiciais impostas ao empresário.
O senador também relatou que voltou a encontrar Vorcaro após a adoção de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo ele, a gravidade da situação financeira e judicial do ex-banqueiro não havia sido informada anteriormente.
“Se ele tivesse me informado antes sobre a dimensão do problema, eu já teria procurado outro investidor há mais tempo e o filme não estaria em risco”, declarou.
O caso envolvendo Daniel Vorcaro começou em novembro de 2025, quando o empresário foi preso pela primeira vez no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, durante operação ligada às investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades no Banco Master.
Dias depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou sua soltura mediante medidas cautelares, como entrega de passaportes e monitoramento eletrônico.
Em março de 2026, Vorcaro voltou a ser preso por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
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