Com a aproximação das eleições e o avanço acelerado das ferramentas de inteligência artificial, especialistas e autoridades intensificam o alerta sobre os riscos da desinformação no ambiente digital.
A preocupação envolve principalmente o uso de IA para criação de conteúdos falsos, manipulação de imagens, vídeos e áudios, além da disseminação de deepfakes capazes de influenciar o debate público.
Diante desse cenário, o Conselho Gestor do Observatório da Democracia, vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), aprovou nesta segunda-feira (18) o guia “Boas Práticas – Inteligência Artificial, Eleições e Democracia”.
O documento reúne orientações voltadas ao uso responsável da inteligência artificial no contexto eleitoral brasileiro e busca conscientizar cidadãos, instituições e plataformas digitais sobre os impactos da tecnologia no processo democrático.
Entre os principais pontos abordados estão o uso ético da IA, proteção de dados pessoais, combate à desinformação, manipulação digital, atuação de milícias digitais e mecanismos de denúncia contra conteúdos falsos.
O material também destaca o crescimento do consumo de conteúdo digital no Brasil e o aumento da utilização de ferramentas de inteligência artificial generativa, cenário que amplia os desafios relacionados à checagem de informações e ao letramento digital da população.
Segundo o Observatório da Democracia, a proposta é fortalecer ações preventivas e ampliar o debate sobre responsabilidade no uso da tecnologia durante o período eleitoral, considerado um dos momentos mais sensíveis para a circulação de informações falsas.
O lançamento oficial do guia está previsto para o dia 21 de junho. Após a divulgação, o conteúdo ficará disponível na página do Observatório da Democracia, no portal da Advocacia-Geral da União.
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