A movimentação eleitoral ganhou um novo capítulo no Centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7). Estudantes ocuparam as ruas da região para manifestar apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
A mobilização começou na região da Candelária, durante a tarde, e terminou na Cinelândia. Participaram do ato estudantes do ensino médio e de universidades, que levaram para a manifestação reivindicações relacionadas à educação, aos direitos trabalhistas e à defesa da democracia.
O fim da escala de trabalho 6×1 também esteve entre as principais pautas apresentadas pelos participantes. A proposta prevê dois dias de descanso por semana, sem redução salarial, e passou a ter destaque no debate eleitoral do segundo turno.
Educação está entre as principais reivindicações
Para os estudantes que participaram da manifestação, a eleição também representa uma oportunidade de discutir políticas públicas voltadas à juventude.
Paulo Victor de Almeida Coelho, aluno de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), afirmou que espera uma ampliação dos investimentos na educação e melhores condições de acesso dos jovens ao ensino superior público.
Durante o ato, o estudante também criticou medidas adotadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e relacionou a mobilização à defesa de direitos sociais.
Raissa Bispo, de 21 anos, estudante de Design da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também declarou apoio a Lula. Ela afirmou considerar que a candidatura de Flávio Bolsonaro representa, em sua avaliação, uma ameaça à democracia.
A estudante ainda mencionou declarações recentes de Flávio sobre possíveis mudanças na Constituição. O candidato do PL confirmou durante a campanha que pretende propor alterações no texto constitucional.
Segundo turno movimenta alianças políticas
A manifestação no Rio ocorreu em meio à intensificação da campanha dos dois candidatos que seguem na disputa pela Presidência.
Flávio Bolsonaro tem buscado ampliar sua rede de apoios políticos desde o resultado do primeiro turno. Na terça-feira (6), ele esteve em Goiânia e recebeu o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Caiado terminou a primeira etapa da eleição na quinta colocação, com 2,18% dos votos válidos. O ex-governador justificou o apoio a Flávio citando sua trajetória de oposição ao PT.
O encontro também teve a participação do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Durante a reunião, Caiado entregou a Flávio um documento com propostas e sugestões para um eventual governo.
O candidato do PL afirmou que encontrou pontos de convergência entre suas propostas e as apresentadas pelo ex-governador.
Segurança pública é tema da campanha
Durante a agenda em Goiânia, Flávio Bolsonaro também destacou propostas relacionadas à segurança pública.
O candidato afirmou que pretende utilizar como referências iniciativas adotadas em Goiás e São Paulo e defendeu medidas para aumentar as punições previstas na legislação penal.
A busca por alianças com governadores, ex-candidatos e outras lideranças políticas se tornou uma das estratégias das campanhas nesta etapa da eleição.
Escala 6×1 ganha espaço no segundo turno
Além da educação, o fim da escala 6×1 foi levado pelos estudantes para as ruas do Rio e também passou a ser explorado pelas campanhas presidenciais.
Lula cobrou publicamente uma manifestação de Flávio Bolsonaro sobre a proposta de redução da jornada de trabalho. O petista também pediu que o adversário oriente os parlamentares do PL a apoiar a medida.
A discussão envolve a possibilidade de estabelecer dois dias de descanso semanal sem redução da remuneração dos trabalhadores.
O tema vem sendo debatido no Congresso e ganhou ainda mais visibilidade durante a disputa pelo segundo turno.
Lula e Flávio disputam segundo turno
A segunda etapa da eleição presidencial será realizada em 25 de outubro. Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno após terminar a primeira votação com 47,03% dos votos válidos.
Lula ficou na segunda posição, com 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos.
Até a votação, marcada para o fim de outubro, as campanhas devem intensificar a busca por apoios e ampliar a discussão sobre temas como educação, segurança, direitos trabalhistas, economia e políticas sociais.
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