O deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR) foi escolhido como relator do processo de cassação da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP). A nomeação ocorreu nesta terça-feira (17) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão, perda de mandato e multa por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente, ela está foragida na Itália, com prisão preventiva decretada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, rendimentos congelados, redes sociais suspensas e nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
O processo de cassação seguirá os trâmites da Câmara: após o parecer da CCJ, será levado ao plenário, onde precisa de ao menos 257 votos favoráveis para que o mandato de Zambelli seja extinto em definitivo.
Quem é Diego Garcia?
Diego Garcia, de 40 anos, está em seu terceiro mandato como deputado federal pelo Paraná. Ele é filiado ao Republicanos, partido do Centrão, e conhecido por sua atuação em pautas conservadoras. Atualmente, é vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família.
O parlamentar já teve seu nome envolvido em polêmicas. Em 2021, foi alvo de uma representação no Conselho de Ética da Câmara após agredir o então deputado e hoje ministro Paulo Teixeira, durante uma sessão sobre o uso medicinal da cannabis. O caso foi encerrado após um pedido formal de desculpas.
Durante as eleições de 2022 e 2024, Garcia apoiou Jair Bolsonaro e participou de atos públicos com o ex-presidente, inclusive uma missa no Santuário São Miguel Arcanjo, em sua cidade natal, Bandeirantes (PR).

Suplente assume vaga
Com a licença de Carla Zambelli e sua ausência do país, o deputado Coronel Tadeu (PL-SP), seu suplente, foi empossado na segunda-feira (16) e assumiu o cargo na Câmara.
Enquanto isso, tramita também um processo de extradição internacional contra Zambelli, que poderá ser obrigada a retornar ao Brasil para cumprir a pena. Caso a cassação seja aprovada pelo plenário, ela perderá o mandato em definitivo, independentemente do desfecho do processo de extradição.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











