O advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (2), ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), que fará uma defesa “verdadeira, baseada em pontos jurídicos” no julgamento que apura a tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Vilardi confirmou que Bolsonaro havia demonstrado interesse em comparecer presencialmente ao julgamento, mas acabou desistindo devido a problemas de saúde. O advogado, no entanto, não detalhou quais seriam as condições médicas enfrentadas pelo ex-presidente.
Começa o julgamento de Bolsonaro no STF
O julgamento teve início com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Jair Bolsonaro e mais sete ex-integrantes do alto escalão de seu governo respondem por crimes graves relacionados aos eventos de 2022 e 2023, que culminaram nas ações golpistas e nos ataques às instituições democráticas.
Além de Bolsonaro, os réus no processo são:
- Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin e atualmente deputado federal;
- Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
- Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice de Bolsonaro;
- Mauro Cid – ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
Os crimes atribuídos aos réus incluem:
- Liderar ou integrar organização criminosa armada;
- Atentar violentamente contra o Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado por violência e grave ameaça;
- Deterioração de patrimônio tombado.
Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.
A exceção é Alexandre Ramagem, que, por ser deputado federal, teve parte das acusações suspensas com base em prerrogativas constitucionais. Ele responde a três dos cinco crimes atribuídos aos demais.
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