A campanha do presidente Lula (PT) preparou uma peça eleitoral sobre a morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, para questionar a atuação de Flávio Bolsonaro (PL) na defesa do policial acusado pelo crime. O conteúdo começou a circular nas redes sociais na quarta-feira (30), na reta final antes do primeiro turno.
A divulgação para a propaganda eleitoral foi noticiada pelo Poder360. O material destaca que Flávio integrou a equipe de advogados de Bruno Dias Delaroli, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como responsável pelo disparo que atingiu a criança.
Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Pendotiba, Niterói. Ela estava na porta de casa quando foi baleada durante uma ação policial. Na época, o policial foi preso em flagrante sob suspeita de ter efetuado o tiro.
Atuação na defesa
Segundo reportagem da CartaCapital, Flávio passou a integrar a defesa em 2024 e assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que encaminhou Delaroli ao Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.
A acusação sustenta que o policial disparou em direção a uma área residencial e assumiu o risco de matar. Os advogados de Delaroli afirmam que ele reagiu a uma agressão de traficantes. Após ter a prisão revogada, o acusado passou a responder ao processo em liberdade.
Conforme a mesma reportagem, publicada em 30 de setembro, o julgamento pelo crime ainda não havia ocorrido. Por isso, a condição processual de Delaroli é a de acusado pela morte da menina.
Caso volta ao debate eleitoral
A história ganhou nova repercussão com o lançamento do episódio “O Julgamento que Nunca Aconteceu”, da série Revelando, apresentado por Camila Pitanga. A produção aborda a morte de Ana Clara e a participação de Flávio na defesa.
A campanha petista também divulgou um depoimento de Cristiane Gomes da Silva, mãe da criança, que critica a atuação do presidenciável no processo e manifesta preocupação com a espera por justiça.
O Poder360 informou ter procurado a campanha de Flávio Bolsonaro para comentar o caso, mas não recebeu resposta até a publicação de sua reportagem, na quarta-feira (30).
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