A campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro entrou em conflito com a diplomacia brasileira após afirmar que a Embaixada do Brasil em Washington teria recusado um pedido para a realização de uma coletiva de imprensa nos Estados Unidos.
Em comunicado divulgado na terça-feira (26), a equipe do parlamentar criticou a postura da representação diplomática e alegou que espaços oficiais do Estado brasileiro não deveriam ser utilizados de forma seletiva ou subordinados a interesses políticos.
O grupo afirmou ainda que a embaixada pertence ao povo brasileiro e não poderia atuar em favor de governos ou grupos partidários.
Após a repercussão, o Ministério das Relações Exteriores negou qualquer motivação política na condução do caso.
Segundo informações repassadas pelo Itamaraty, o pedido teria sido feito de forma informal e sem seguir os procedimentos exigidos para a organização de eventos oficiais em representações diplomáticas no exterior.
De acordo com o ministério, atividades realizadas em embaixadas brasileiras dependem de solicitação formal prévia e planejamento logístico e protocolar adequado.
Fontes ligadas à diplomacia afirmam que os critérios utilizados seguem padrões técnicos aplicados de forma igualitária, independentemente de posicionamentos políticos.
Também foi destacado que outras agendas de representantes da oposição já foram realizadas em embaixadas brasileiras, desde que respeitados os trâmites oficiais.
O Itamaraty reforçou que qualquer uso de estruturas diplomáticas do Brasil no exterior deve obedecer às normas administrativas e institucionais vigentes.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











