O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), prestou depoimento nesta terça-feira (30) na sede da Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou, na rede social X (antigo Twitter), que o motivo do depoimento foi uma postagem feita por ele no ano passado. Carlos Bolsonaro ficou cerca de 40 minutos na PF e não deu nenhuma declaração à imprensa.
Na rede social, o vereador afirmou que falaria sobre uma suposta ameaça ao ex-presidente Jair Bolsonaro e não sobre a operação da Polícia Federal que investiga o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para espionagem ilegal.
Operação Vigilância Aproximada
Nesta segunda-feira (29), Carlos Bolsonaro foi um dos alvos de uma ação da PF, o desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, deflagrada na última quinta-feira (25), que investiga uma organização criminosa que teria se instalado na Abin com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas envolvidas nas disputas eleitorais.
Segundo as investigações da PF, Carlos Bolsonaro fazia parte do núcleo político que monitorou indevidamente “inimigos políticos” e buscou informações sobre investigações relacionadas aos filhos do então presidente Jair Bolsonaro. Isso teria sido feito junto com o chamado núcleo de alta gestão da PF, comandado por Alexandre Ramagem, que era diretor da Abin na época. Ramagem foi alvo da operação na semana passada.
Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.
Ligações com os atos de 8 de Janeiro
Depois que a Polícia Federal realizou mais buscas para apurar o monitoramento indevido de pessoas pela Abin, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que as ações ilegais estão ligadas à organização criminosa detalhada após a CPI mista dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Também na segunda-feira (29), após a operação da PF, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que quer os nomes de todos os parlamentares que foram monitorados, clandestinamente, pela Abin.
Em nota, Pacheco menciona a “gravidade” do fato para explicar que enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal, pedindo esses nomes.
Na semana passada, os agentes da polícia fizeram buscas na casa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ele foi o diretor da Abin durante o governo Bolsonaro.
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Entenda o caso
A casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Angra dos Reis (RJ), foi um dos alvos da operação realizada na segunda-feira (29).
Bolsonaro passou a noite no local na companhia de três filhos, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, que é o principal alvo da operação. Na noite de domingo (28), os quatro fizeram uma live nas redes sociais.
Depois que a Polícia Federal realizou mais buscas para apurar o monitoramento indevido de pessoas pela Abin, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que as ações ilegais estão ligadas à organização criminosa detalhada após a CPI mista dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Também na segunda-feira (29), após a operação da PF, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que quer os nomes de todos os parlamentares que foram monitorados, clandestinamente, pela Abin.
Em nota, Pacheco menciona a “gravidade” do fato para explicar que enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal, pedindo esses nomes.
A operação desta segunda é um desdobramento do que a PF já vem investigando: o uso ilegal da Abin para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus parentes e também monitorar investigados e autoridades.
Na semana passada, os agentes da polícia fizeram buscas na casa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ele foi o diretor da Abin durante o governo Bolsonaro.
Outro Lado
O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, declarou, nas redes sociais, que o seu cliente saiu para pescar com os filhos às 5h de segunda-feira, antes que os agentes da PF chegassem a sua casa.
Wajngarten também escreveu que nenhum computador de quem quer que seja foi encontrado na casa ou no gabinete de Carlos. Alguns veículos da imprensa noticiaram que computadores da Abin teriam sido encontrados com Carlos, e a agência declarou que vai investigar o caso.
Segundo as investigações, Carlos Bolsonaro seria a principal pessoa da família Bolsonaro que recebia informações ilegais da Abin. Os agentes também investigam a suspeita de que o vereador seria o mentor do suposto esquema de espionagem ilegal.
Entre os nove endereços que foram alvo dos mandados de busca e apreensão, além da casa de Bolsonaro, em Angra, estão a casa de Carlos, no condomínio Vivenda da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e seu gabinete na Câmara de Vereadores.
Esta ação é um desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, deflagrada na última quinta-feira (25), que investiga uma organização criminosa que teria se instalado na Abin, com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas de interesse.
O principal alvo foi o ex-diretor da Agência e atual deputado federal Alexandre Ramagem, que tem uma conhecida relação de proximidade com Carlos.
Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da EBC e TV Brasil. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










