A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer à Justiça para cobrar da família do ex-presidente Jair Bolsonaro os custos da contratação de um escritório de advocacia nos Estados Unidos, responsável por atuar contra sanções impostas ao Brasil. O valor pode chegar a US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 18,9 milhões na cotação atual).
Em nota divulgada na quarta-feira (27), a AGU antecipou que tomaria “medidas para obter, junto a eventuais responsáveis pelos danos causados ao Brasil, o ressarcimento dos valores despendidos”. A decisão foi confirmada pela imprensa brasileira nesta quinta-feira (28).
A contratação foi motivada pela necessidade de defesa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alvo de questionamentos e pressões em território norte-americano. Pela legislação, a AGU atua em defesa de agentes públicos quando os processos e sanções estão relacionados ao exercício de suas funções.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à medida nas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter), ele criticou a atuação do órgão:
“Por que a AGU não demonstra o mesmo apetite para correr atrás dos bilhões roubados dos aposentados do INSS? Mas aí não vai, pois o irmão do Lula está envolvido”, ironizou o filho do ex-presidente.
O caso adiciona novo capítulo às tensões entre o governo e a família Bolsonaro, em meio a disputas políticas e judiciais que se intensificaram nos últimos meses.
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