Uma juíza federal dos Estados Unidos anulou uma medida arbitrária da administração do ex-presidente Donald Trump que ameaçava reduzir drasticamente o financiamento à pesquisa em universidades americanas. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (20) pela juíza distrital Indira Talwani, de Boston, que considerou a proposta “arbitrária, caprichosa e contrária à lei”.
A mudança havia sido anunciada pela Fundação Nacional de Ciência (NSF), principal agência de fomento à pesquisa nos EUA, e determinava que os chamados “custos indiretos” — como manutenção de instalações, TI e apoio administrativo — seriam limitados a 15% do valor de cada projeto. A medida afetaria diretamente áreas estratégicas como inteligência artificial, cibersegurança e semicondutores.
Instituições como a Universidade da Califórnia calcularam perdas de até US$ 100 milhões anuais, o que comprometeria projetos de ponta. Pela regra vigente, a NSF cobre os custos indiretos reais de cada instituição, com base em contratos previamente acordados.
A decisão de Talwani representa uma vitória significativa para a comunidade científica e para a autonomia das universidades americanas. “Limitar arbitrariamente esses custos comprometeria décadas de avanço científico”, declarou um porta-voz da Associação Americana de Universidades.
Durante seu mandato, Trump promoveu diversos cortes e alterações em políticas de financiamento científico, sendo alvo de críticas por priorizar interesses políticos em detrimento do desenvolvimento tecnológico. Em outras ocasiões, seus limites orçamentários foram igualmente barrados por decisões judiciais.
A NSF não se pronunciou sobre o resultado do julgamento. A decisão reacende o debate sobre o papel do governo federal no fomento à ciência e a necessidade de garantir estabilidade e previsibilidade para o avanço da inovação nos Estados Unidos.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












