Funcionários do setor portuário argentino iniciaram, nesta quarta-feira (18), uma greve de 48 horas em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei.
De acordo com a câmara de exportadores de grãos, a paralisação já compromete os embarques em todos os portos nacionais.
O sindicato que representa os trabalhadores afirmou que o movimento busca proteger direitos trabalhistas e garantir estabilidade no emprego diante das mudanças previstas na legislação.
A mobilização ocorre um dia antes da greve geral convocada pela CGT, principal central sindical do país.

Entre os pontos da reforma defendida pelo governo estão a limitação do direito de greve, a criação de teto para indenizações por demissão, a redução de benefícios relacionados a afastamentos por doença e a restrição à possibilidade de trabalhadores solicitarem compensações após desligamento.
O projeto deve ser analisado pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19), após ter sido aprovado pelo Senado na semana anterior.
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