Morreu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, o ator Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da história da televisão brasileira. Ele estava internado havia cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada.
Recentemente, Cuoco enfrentava problemas de saúde relacionados à ansiedade e excesso de peso. Chegou a pesar cerca de 130 quilos nos últimos anos, afastando-se gradualmente da vida pública.
Nascido em 29 de novembro de 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, Francisco Cuoco era filho do feirante italiano Leopoldo Cuoco. Iniciou sua trajetória artística no teatro nos anos 1950, ganhando projeção com o papel de Werneck na peça O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, dirigida por Fernando Torres, em 1961.
Sua estreia na televisão aconteceu no início da década de 1960, quando o veículo ainda engatinhava no Brasil. Com talento e carisma, Cuoco se tornou rapidamente um dos principais rostos da teledramaturgia nacional. Foi protagonista de produções icônicas, como Selva de Pedra, O Astro, O Rebu, Sassaricando e O Rei do Gado.
Na virada do século, também se destacou em novelas de sucesso como Da Cor do Pecado, América e Cobras & Lagartos, reafirmando sua versatilidade e presença marcante em diferentes gerações de telespectadores.
Francisco Cuoco também brilhou nas telas do cinema, em produções como Cafundó (2005), Gêmeas (1999) e Traição (1998), além de diversos especiais televisivos.
Apesar do grande vínculo com a televisão, Cuoco nunca abandonou totalmente os palcos. Após anos afastado do teatro, retornou em 2004 com a peça Três Homens Baixos, celebrando sua origem artística.
Seu último trabalho na televisão foi em 2020, na novela Salve-se Quem Puder, encerrando com dignidade uma carreira que atravessou mais de seis décadas.
Na vida pessoal, Francisco Cuoco foi casado com a atriz Carminha Brandão nos anos 1960. Posteriormente, uniu-se a Gina Rodriguez, com quem teve três filhos, separando-se em 1984. Em 2013, assumiu um relacionamento com Thaís Almeida, 54 anos mais jovem, com quem ficou até 2017.
O Brasil se despede de um artista que ajudou a moldar a identidade da televisão nacional. Francisco Cuoco deixa um legado de talento, dedicação e personagens inesquecíveis que continuam vivos na memória afetiva do público.
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