O protocolo de segurança imposto à delegação do Uzbequistão antes do amistoso contra os Países Baixos, em Nova York, gerou críticas nas redes sociais e entre torcedores que acompanham a preparação das seleções para a Copa do Mundo de 2026.
Segundo imagens divulgadas nas redes sociais, atletas e integrantes da comissão técnica uzbeque foram submetidos a uma revista rigorosa ao chegarem ao local da partida. O procedimento teria incluído inspeção corporal, uso de detectores de metal e atuação de cães farejadores durante o desembarque da delegação.
A partida contra os Países Baixos foi marcada para esta segunda-feira (8), no Icahn Stadium, em Nova York, como parte da preparação final das seleções antes do início da Copa do Mundo. O jogo ocorre em um ambiente de forte atenção internacional sobre os protocolos de entrada, segurança e circulação de delegações nos Estados Unidos, um dos três países-sede do Mundial de 2026.
O episódio ganhou repercussão porque o Uzbequistão vive um momento histórico no futebol. A seleção disputará a Copa do Mundo pela primeira vez, após garantir classificação inédita para o torneio. A equipe, comandada por Fabio Cannavaro, chega ao Mundial como uma das estreantes da competição.
Nas publicações que circularam sobre o caso, internautas criticaram o tratamento dado à delegação uzbeque e questionaram se o mesmo tipo de revista seria aplicado a outras seleções. Até o momento, não há confirmação pública de que o procedimento tenha sido motivado por ordem específica contra o Uzbequistão, nem manifestação oficial detalhada das autoridades americanas sobre o caso.
A polêmica ocorre às vésperas da maior Copa do Mundo da história. A edição de 2026 será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, reunirá 48 seleções e terá 104 partidas. Por isso, questões relacionadas a segurança, imigração e tratamento de delegações estrangeiras passaram a ser acompanhadas com atenção ainda maior.
O caso também aumenta a pressão sobre os organizadores e autoridades locais para que os protocolos de segurança sejam transparentes, padronizados e aplicados sem discriminação entre seleções, atletas e comissões técnicas.
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