O Brasil alcançou, neste domingo (5), um feito inédito no esporte: conquistou o título de maior potência mundial do atletismo paralímpico ao terminar o Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico de 2025, realizado em Nova Delhi, na Índia, no topo do quadro de medalhas.
A delegação brasileira foi composta por 50 atletas de 18 estados, todos beneficiários do programa Bolsa Atleta, do Governo Federal. Ao final da competição, o país acumulou 15 medalhas de ouro, 20 de prata e 9 de bronze, totalizando 44 pódios.
O desempenho superou potências tradicionais como a China, que obteve mais medalhas (52 no total), mas com apenas 13 ouros — o critério de desempate principal no quadro geral. A China vinha dominando o atletismo paralímpico nas últimas décadas e foi superada pelo Brasil pela primeira vez na história da competição.
A campanha vitoriosa em Nova Delhi também marca um avanço em relação às três últimas edições do Mundial, nas quais o Brasil ficou com a segunda colocação geral: em Kobe (2024), Paris (2023) e Dubai (2019).
Além disso, o resultado superou a performance nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o país conquistou 36 medalhas, sendo 10 de ouro.
Com a conquista de Nova Delhi, o Brasil chega à marca de 348 medalhas na história dos Mundiais de Atletismo Paralímpico:
- 122 ouros
- 110 pratas
- 116 bronzes
Durante os nove dias de competição, iniciados em 27 de setembro, os atletas brasileiros subiram ao pódio em todos os dias, consolidando o país como referência global na modalidade. No último dia de disputas, foram seis medalhas, incluindo ouros históricos.
Os representantes brasileiros são naturais de 18 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pará, Piauí, Maranhão, Acre, Rondônia e Amapá.
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