Em meio a uma agenda internacional voltada a temas econômicos e estratégicos, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, viajou neste fim de semana para a França para cumprir compromissos oficiais envolvendo reuniões multilaterais e encontros com autoridades estrangeiras.
Esta é a segunda missão internacional do ministro desde que assumiu a liderança da equipe econômica após a saída de Fernando Haddad.
A programação em Paris inclui a participação na reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7 (G7), bloco formado por algumas das principais economias globais. O Brasil participa como convidado e deve contribuir com debates sobre economia internacional, energia e inovação tecnológica.
Durante a estadia na capital francesa, o ministro também está previsto para participar de atividades paralelas com instituições de mídia e centros de análise.
Entre elas, uma mesa redonda promovida pela revista Le Grand Continent, que discute temas de geopolítica contemporânea, e um encontro na redação do jornal Le Monde, voltado ao diálogo com formadores de opinião e especialistas.
Outro compromisso da agenda é a visita à startup francesa de inteligência artificial Mistral AI (Mistral AI), onde o ministro deve se reunir com o CEO Arthur Mensch para tratar de inovação e desenvolvimento tecnológico. Ainda no mesmo dia, ele participa do jantar ministerial do G7, encerrando uma série de compromissos institucionais.
Na terça-feira (19), estão previstas reuniões formais entre ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do grupo, seguidas de encontros bilaterais com autoridades de diferentes países.
Entre as reuniões confirmadas estão conversas com representantes da França e do Japão, além de um encontro com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (Agência Internacional de Energia), em um contexto de preocupação global com a estabilidade do fornecimento energético.
Um dos principais eixos da viagem é a estratégia brasileira de posicionamento no mercado global de minerais críticos. O governo busca apresentar o país como alternativa relevante na produção de insumos estratégicos como terras raras, nióbio e grafeno, fundamentais para setores de tecnologia e transição energética.
A proposta envolve atrair investimentos estrangeiros e ampliar a industrialização interna, com foco em maior agregação de valor à produção nacional.
Segundo o ministro, a prioridade é evitar que o Brasil permaneça restrito à exportação de matérias-primas, fortalecendo sua participação em etapas mais avançadas das cadeias produtivas. O cenário global, marcado pela forte presença da China nesse setor, amplia a relevância das discussões.
Inicialmente, a viagem também incluiria participação em reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (Novo Banco de Desenvolvimento), na Rússia. No entanto, esse trecho foi cancelado após interrupções no aeroporto de Moscou, relacionadas a instabilidades provocadas por ataques de drones na região.
O retorno ao Brasil está previsto para a noite de terça-feira (19), com chegada na manhã seguinte, quando o ministro deve retomar imediatamente sua agenda em Brasília.
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