O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), referência para reajuste de aluguéis e algumas tarifas públicas, registrou alta de 0,52% em março, abaixo dos 0,73% observados em fevereiro.
Apesar da variação positiva mensal, o indicador acumula deflação de 1,83% em 12 meses, conforme divulgou nesta segunda-feira (30) o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O IGP-M é composto por três subíndices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com 10% do total.
O IPA subiu 0,61% em março, pressionado principalmente por produtos agropecuários, como ovos (alta de 16,95%) e feijão (20,91%). Também houve aumento nos preços dos derivados de petróleo, que subiram 1,16% após deflação de 4,63% em fevereiro.
O economista Matheus Dias atribui o impacto à tensão geopolítica no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.
O IPC registrou inflação de 0,30%, com destaque para a gasolina, que subiu 1,12%. Já o INCC apresentou alta de 0,36%, refletindo aumento nos custos de construção.
Embora seja chamado de “inflação do aluguel”, a deflação acumulada em 12 meses não garante redução automática nos valores dos contratos, já que muitos estabelecem reajuste apenas quando o índice apresenta variação positiva.
A coleta de preços para o levantamento do IGP-M foi realizada entre 21 de fevereiro e 20 de março em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
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