Em meio ao avanço do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que ainda é prematuro discutir uma reversão no ciclo de cortes da Selic, a taxa básica de juros.
O conflito, que já chegou ao quarto dia, gera incertezas sobre os efeitos econômicos globais.
Durante participação no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Haddad ressaltou que é necessário acompanhar os desdobramentos antes de tomar decisões sobre política monetária:
“Eu não vejo nesse momento… tudo é uma questão de momento, nós estamos falando de hoje, a gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão se suceder. Mas assim, é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado, que é um ciclo de cortes.”
O ministro explicou que crises internacionais desse porte afetam diretamente expectativas econômicas, influenciando câmbio, taxa de juros e outros indicadores.
Ele comentou ainda que a reação do Irã foi maior do que se esperava, tornando incerto o impacto caso o conflito se intensifique.
Haddad destacou a resiliência do Brasil, citando produção energética e posição financeira do país:
“O Brasil não depende de petróleo, o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Então nós temos reservas cambiais, em termos de dívida externa é importante que nós não devemos em moeda forte, nós somos credores líquidos internacionais. Nós temos energia limpa.”
A Selic está atualmente em 15% ao ano, o maior patamar em 20 anos. Segundo o boletim Focus do Banco Central, o mercado financeiro projeta queda da taxa para 12% até o final de 2026, com início das reduções na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 deste mês.
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