Empresas brasileiras impactadas pelas turbulências do cenário internacional passam a contar com regras mais flexíveis para acessar recursos do Plano Brasil Soberano.
A partir desta segunda-feira (8), companhias que registraram redução de pelo menos 1% no faturamento bruto em decorrência das tarifas impostas pelos Estados Unidos ou dos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar financiamento por meio do programa federal.
Anteriormente, o acesso às linhas de crédito estava restrito a empresas que comprovassem perdas mínimas de 5% na receita. Com a mudança, o governo amplia o alcance da medida e passa a contemplar um número maior de exportadoras e fornecedores ligados ao mercado externo.
Entre os segmentos beneficiados estão empresas dos setores industrial, siderúrgico, de alumínio, cobre, automotivo e moveleiro que sofreram impactos das tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.
Também poderão solicitar apoio financeiro companhias que mantêm operações de exportação para países do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
O Plano Brasil Soberano disponibiliza mais de R$ 15 bilhões para operações voltadas ao fortalecimento das exportações brasileiras.
Os recursos podem ser utilizados para capital de giro, aquisição de equipamentos, investimentos produtivos e projetos de inovação tecnológica.
De acordo com dados do governo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já recebeu solicitações que somam R$ 6,7 bilhões em crédito, dos quais cerca de R$ 1,6 bilhão já foram aprovados.
A iniciativa busca reduzir os impactos das instabilidades internacionais sobre a atividade econômica nacional, preservando a capacidade produtiva das empresas e contribuindo para a manutenção de empregos.
As empresas interessadas devem verificar os critérios de elegibilidade por meio do portal do BNDES e, em seguida, procurar a instituição financeira com a qual já possuem relacionamento para confirmar a disponibilidade da linha de crédito.
Nos casos de operações superiores a R$ 50 milhões, o atendimento também pode ser realizado diretamente pelo banco de fomento.
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