A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avaliou como positiva, porém limitada, a decisão dos Estados Unidos de reduzir parte das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a entidade afirmou que a medida representa um avanço inicial, mas ainda deixa dúvidas relevantes entre os exportadores mineiros.
“Embora represente um avanço inicial, persistem dúvidas relevantes entre exportadores mineiros sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, o que continua afetando a competitividade de setores como carnes e café, essenciais para a competitividade da indústria mineira”, destacou a federação.
Segundo a Fiemg, a revisão tarifária anunciada por Washington não esclarece integralmente seu alcance, nem define de forma precisa quais segmentos serão de fato beneficiados. A entidade afirma que o impacto prático da medida permanece incerto, sobretudo para produtos nos quais o Brasil é fornecedor estratégico ao mercado americano.
O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, reforçou a necessidade de avanços adicionais nas negociações bilaterais.
“A decisão mostra disposição ao diálogo, porém é necessário avançar mais para remover todas as barreiras adicionais e restabelecer condições adequadas de competitividade para a indústria mineira”, afirmou.
Minas Gerais é um dos estados mais afetados pelas tarifas impostas pelos EUA, especialmente por ser grande exportador de café, carnes e outros produtos agroindustriais que enfrentam concorrência direta no mercado norte-americano.
A expectativa do setor é de que as conversas entre os dois países avancem nas próximas semanas para reduzir incertezas e restaurar a competitividade dos produtos mineiros no exterior.
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