Os mercados financeiros brasileiros encerraram a quinta-feira (28) em direções opostas. Enquanto o dólar registrou queda frente ao real, a Bolsa de Valores brasileira terminou o pregão em baixa, influenciada principalmente pelo desempenho das ações da Petrobras e pelas incertezas envolvendo os juros no país.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,032, com desvalorização de 0,57%. Durante o dia, o dólar chegou a operar próximo de R$ 5,02, acompanhando o movimento internacional de menor procura por ativos considerados mais seguros.
O cenário externo foi favorecido pela redução das tensões no Oriente Médio após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para ampliação do cessar-fogo e retomada do diálogo sobre o programa nuclear iraniano.
O ambiente mais favorável impulsionou moedas de países emergentes, incluindo o real.
Outro fator que contribuiu para a queda da moeda norte-americana foi a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed).
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, fortalecendo a percepção de inflação mais controlada na economia americana.
Apesar do desempenho positivo do câmbio, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,39%, aos 175.063 pontos.
O principal índice da Bolsa brasileira foi pressionado pelas ações da Petrobras, que recuaram mesmo após o anúncio do reajuste da gasolina nas refinarias. As ações preferenciais da estatal caíram 0,72%, enquanto os papéis ordinários fecharam com baixa de 1,16%.
Investidores também acompanharam a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e mantiveram cautela em relação às próximas decisões do Banco Central sobre a taxa Selic.
No mercado internacional, o petróleo apresentou oscilações ao longo da sessão. O barril do tipo Brent, referência global utilizada pela Petrobras, fechou em alta de 0,49%, cotado a US$ 92,70. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 0,25%, encerrando o dia a US$ 88,90.
Mesmo com sinais de desaceleração da economia brasileira, como a redução no ritmo de criação de empregos formais, o mercado segue atento ao comportamento da inflação e ao futuro da política monetária no país.
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