O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro cumpriu, na manhã desta quinta-feira (28), um mandado de prisão contra Monalliza Neves Escafura, filha do contraventor José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).
Monalliza foi presa em casa, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio. O mandado foi expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
Segundo o Ministério Público, Monalliza foi alvo de nova denúncia apresentada pelo GAECO/MPRJ em março deste ano. Ela é acusada de integrar e liderar uma organização criminosa armada voltada à exploração do jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e outras modalidades ilegais de jogos de azar.
De acordo com a denúncia, após a morte de Piruinha, em janeiro de 2025, Monalliza teria assumido o comando direto de ao menos parte dos pontos clandestinos ligados ao clã Escafura. A investigação sustenta que ela passou a coordenar atividades operacionais, financeiras e mecanismos de ocultação dos valores obtidos com a exploração ilegal.
O MPRJ aponta ainda movimentação superior a meio milhão de reais, supostamente proveniente da exploração clandestina de jogos de azar. Os investigadores também indicam a utilização de terceiros como laranjas para ocultar a origem dos recursos.
O caso reforça a ofensiva do Ministério Público contra estruturas do crime organizado ligadas à contravenção no Rio de Janeiro. O GAECO é o grupo especializado do MPRJ no combate a organizações criminosas, enquanto a CSI atua no suporte de segurança e inteligência das operações.
Monalliza já havia sido presa em 2024 durante uma ação envolvendo o GAECO/MPRJ e a Polícia Federal, quando foi localizada no Morro do Vidigal, também na Zona Sul do Rio. Na ocasião, ela era considerada foragida e investigada por associação criminosa e extorsão, segundo registros da imprensa.
A nova prisão ocorre dentro de uma frente de investigação que mira a sucessão e a reorganização de grupos ligados ao jogo ilegal após a morte de antigas lideranças da contravenção. A defesa de Monalliza não foi localizada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
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