O mercado mundial de cobre enfrenta uma combinação de oferta limitada, estoques em queda e expectativa de forte crescimento da demanda.
Na Bolsa de Metais de Londres (LME), a diferença entre os preços dos contratos para entrega imediata e os futuros chegou a US$ 370 por tonelada neste mês, segundo informações divulgadas pela Bloomberg nesta sexta-feira (14).
A disparidade entre as cotações é considerada um sinal de maior dificuldade para encontrar cobre disponível para entrega no curto prazo. Ao mesmo tempo, projeções para os próximos anos indicam que o consumo do metal deve avançar em ritmo superior ao crescimento da produção.
Um estudo da S&P Global estima que a demanda mundial passe de 28 milhões de toneladas métricas em 2025 para 42 milhões em 2040. O aumento representa aproximadamente 50% no período.
A produção, porém, tende a avançar de forma mais limitada. Conforme a projeção, a oferta global deve atingir o pico por volta de 2030, quando chegaria a cerca de 33 milhões de toneladas.
Estoques da LME continuam em queda
A redução da disponibilidade também aparece nos estoques registrados pela Bolsa de Metais de Londres. As reservas recuaram pelo 42º dia consecutivo e ficaram abaixo de 205 mil toneladas.
Outro ponto de atenção é que aproximadamente metade desse volume já está destinada à retirada. Na prática, isso reduz ainda mais a quantidade de cobre efetivamente disponível para atender compradores no mercado imediato.
A combinação entre estoques menores e perspectivas de aumento do consumo amplia a disputa pelo metal e aumenta a pressão sobre o mercado internacional.
EUA e China disputam oferta disponível
A movimentação do cobre em direção aos Estados Unidos e à China também contribui para pressionar a oferta. Os preços praticados nesses dois mercados estão acima das cotações observadas em Londres, criando um incentivo financeiro para que operadores direcionem o metal para esses destinos.
Esse fluxo reduz a disponibilidade em outros mercados e intensifica a competição pelos estoques existentes.
As projeções da S&P Global apontam que a diferença entre o ritmo de crescimento da demanda e a capacidade de produção pode se transformar em um desafio cada vez maior para o mercado de cobre nas próximas décadas.
O cenário ganha importância diante da expectativa de expansão do consumo global do metal, enquanto novos volumes de produção podem não crescer na mesma velocidade para acompanhar a necessidade mundial.
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