As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira (18), diante da cautela dos investidores com as negociações sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, que prosseguem em Washington. A exceção ficou por conta das ações do setor de energias renováveis, que registraram fortes altas após diretrizes favoráveis do governo dos Estados Unidos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em leve alta de 0,02%, aos 553,65 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,21%, a 9.157,74 pontos. Já Frankfurt registrou queda de 0,23% no DAX, a 24.302,27 pontos, enquanto Paris viu o CAC 40 recuar 0,50%, aos 7.884,05 pontos.
O foco do mercado esteve na reunião do presidente dos EUA, Donald Trump, com Volodymyr Zelensky e líderes europeus na Casa Branca, com o objetivo de negociar um possível fim do conflito russo-ucraniano. Na semana passada, o encontro entre Trump e Vladimir Putin no Alasca terminou sem avanços concretos.
De acordo com Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank, os lucros das empresas europeias demonstraram resiliência: as montadoras foram mais impactadas pelas tarifas americanas, enquanto outros setores mantiveram desempenho estável. No STOXX 600, os lucros cresceram 3%, frente à expectativa inicial de queda de 3%, e as projeções foram revisadas para cima. Um euro mais forte também ajudou a reduzir custos e a controlar a inflação, dando espaço ao Banco Central Europeu para manter seus estímulos.
No setor de energias renováveis, o Tesouro dos EUA publicou diretrizes mais favoráveis para projetos de energia eólica e solar se qualificarem a créditos fiscais. Isso impulsionou ações como a dinamarquesa Vestas Wind Systems (+15,06%), a portuguesa EDP Renováveis (+6,63%) — levando o PSI 20 a subir 1,28% — e a alemã Nordex (+2,41%). No setor farmacêutico, a Novo Nordisk avançou 6,63% na Bolsa de Copenhague após aprovação do FDA para nova indicação de seu medicamento Wegovy.
Entre indicadores macroeconômicos, o superávit comercial da zona do euro caiu para 2,8 bilhões de euros em junho, ante 15,6 bilhões no mês anterior, reflexo da política tarifária dos EUA. Outros mercados europeus também fecharam em leve baixa: Milão recuou 0,03% no FTSE MIB, a 42.641,72 pontos, e Madri perdeu 0,25% no Ibex 35, aos 15.239,40 pontos.
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