O Banco do Brasil deverá antecipar mais de R$ 5 bilhões em contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master. A informação foi apresentada pelo diretor financeiro da instituição, Geovanne Tobias, durante a divulgação dos resultados do banco referentes a 2025.
O valor inclui a antecipação de cinco anos de pagamentos ao fundo e também um aumento temporário de 50% na alíquota regular de contribuição. Na prática, isso deve acrescentar entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões por ano às despesas financeiras do banco estatal. Segundo o executivo, a medida representa perda de receita, mas é necessária para preservar a estabilidade do sistema.
O FGC aprovou um plano emergencial para recuperar a liquidez até o fim do primeiro trimestre. A quebra do Banco Master deixou um impacto estimado entre R$ 40 bilhões e R$ 55 bilhões, o que pode consumir cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo. Até agora, aproximadamente R$ 36 bilhões já foram utilizados para ressarcir clientes e credores.
Ainda faltam os pagamentos relacionados ao Will Bank, integrante do mesmo conglomerado, cuja liquidação foi decretada em janeiro e possui garantias estimadas em R$ 6,3 bilhões.
O peso maior da recomposição recai sobre as maiores instituições financeiras do país — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander — responsáveis por cerca de 80% das contribuições ao fundo. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, comparou o mecanismo a uma taxa de condomínio: quando há problema em uma unidade, todos precisam contribuir para manter o equilíbrio do sistema.
Bancos também discutem com o Banco Central a possibilidade de liberar parte dos depósitos compulsórios para reduzir impactos financeiros, mas a decisão depende exclusivamente da autoridade monetária.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











