O turismo no Rio de Janeiro tem se diversificado, e além dos pontos tradicionais como Corcovado e Pão de Açúcar, visitantes demonstram interesse em explorar as favelas da cidade, conhecendo a cultura e o cotidiano das comunidades.
Um exemplo inovador é o Na Favela Drone, parte do Na Favela Turismo, criado em 2018 por Renan Monteiro na Rocinha. O projeto transforma lajes e mirantes da Rocinha, Vidigal e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo em atrações turísticas, com voos de drone conduzidos por moradores treinados como pilotos profissionais. A iniciativa gera empregos e movimenta a economia local.
Os cursos de pilotagem, realizados próximo ao Mirante Rocinha, já formaram dez pilotos, que recebem turistas para experiências de voo. Outros profissionais trabalham na edição dos vídeos capturados. Betour, guia e morador da Rocinha, produziu um dos primeiros vídeos que consolidou a iniciativa e chamou atenção de turistas estrangeiros.
A próxima turma de pilotos será de 3 a 5 de fevereiro, destinada a jovens de 17 a 18 anos que estudem e tenham bom desempenho escolar. Rogério Nascimento Feitosa, um dos primeiros pilotos e coordenador da equipe, afirma que o projeto oferece aprendizado e salários que em alguns casos superam a renda dos pais.
Renan Monteiro destaca que a iniciativa também ajudou a retomar o turismo na Rocinha e Vidigal após o incidente de 2017, quando uma turista espanhola morreu baleada na comunidade. Atualmente, novas empresas e projetos surgem nas favelas, usando drones para mostrar sua dimensão e beleza, promovendo emprego, cultura e uma narrativa positiva.
Durante o verão de 2026, que vai de dezembro de 2025 a março de 2026, a cidade deve receber mais de 5,7 milhões de visitantes, incluindo 1,2 milhão de estrangeiros, movimentando cerca de R$ 12,8 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao verão anterior.
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