Um roubo a uma das instituições culturais mais importantes de São Paulo marcou a manhã deste domingo (7). Dois homens invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital, e furtaram 13 obras de arte: oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Cândido Portinari. As peças pertenciam à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna (MAM).
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa confirmou o crime e informou que o espaço conta com vigilância e câmeras de segurança, cujas imagens foram entregues à Polícia Civil. O prédio permanece interditado para a realização de perícia. A pasta também destacou que todas as obras estavam seguradas e reforçou que tem prestado total apoio às autoridades na investigação.

A mostra reunia trabalhos de grande relevância histórica, incluindo ilustrações do livro Jazz, de Matisse — uma coleção rara composta por 20 pranchas cuja influência no modernismo europeu é amplamente reconhecida. No sábado (6), a biblioteca havia divulgado imagens da exposição, onde era possível ver parte das gravuras originais.
Entre as obras furtadas de Matisse estão algumas das mais conhecidas da série: Le Clown (O palhaço), Le Cirque (O circo), Monsieur Loyal (Senhor leal), Cauchemar de l’Éléphant Blanc (O pesadelo do elefante branco), Le Codomas (Os Codomas), La Nageuse dans l’Aquarium (A nadadora no aquário), L’Avaleur de Sabres (O engolidor de sabres) e Le Cowboy (O cowboy).
Além dessas, cinco gravuras de Portinari — cujos títulos ainda não foram divulgados — também foram levadas, ampliando a gravidade do crime, que envolve dois dos nomes mais importantes da arte do século 20.
As autoridades analisam as gravações e colhem depoimentos para tentar identificar os responsáveis e localizar as obras. O caso reacende o debate sobre a segurança de acervos culturais, mesmo em instituições consideradas estruturadas, e deve estimular novas discussões sobre proteção patrimonial em museus e bibliotecas públicas.
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