O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), solicitou novamente licença do mandato nesta terça-feira (3), alegando motivos pessoais. Com isso, ele não participou da primeira sessão do ano legislativo da Casa.
Em dezembro de 2025, Bacellar já havia se afastado do mandato pouco após deixar a prisão, onde permaneceu por uma semana durante investigação sobre suspeita de vazamento de operação da Polícia Federal envolvendo o Comando Vermelho.
Apesar de ter sido afastado da presidência pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, ele poderia continuar exercendo o cargo de deputado depois que a Assembleia revogou sua prisão.
Com a presidência interina de Guilherme Delaroli (PL), a Alerj tem como pauta principal o projeto do ICMS educacional, que estabelece critérios baseados em índices educacionais para a distribuição de recursos do imposto aos municípios fluminenses, medida considerada essencial para que o Estado receba verbas do Fundeb.
Além disso, os deputados discutem o procedimento para uma eventual eleição indireta, caso o governador Cláudio Castro renuncie para disputar o Senado. Nesse cenário, os parlamentares escolheriam quem completaria o mandato até o final de 2026.
Delaroli afirmou que pretende garantir transparência no processo, defendendo que a votação seja aberta, mesmo com projeto em tramitação que permitiria votação fechada e secreta.
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