O aumento das chuvas no estado do Rio de Janeiro na última semana acendeu o alerta das autoridades de saúde para a prevenção da dengue. O verão, marcado por altas temperaturas e períodos de chuva intensa, cria condições favoráveis para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Apesar do cenário propício, os 92 municípios fluminenses permanecem em nível de rotina, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta redução na incidência de casos de dengue ao longo de 2026. A Secretaria de Estado de Saúde, no entanto, mantém o foco em eliminar os focos do mosquito para controlar a doença.
Para o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sérgio Ribeiro, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz. Segundo dados do Centro de Inteligência em Saúde do estado, nos primeiros 21 dias do ano, foram registrados 378 casos prováveis de dengue e 19 internações, sem registro de óbitos.
Além da dengue, outros arbovírus são monitorados. Até o momento, foram identificados 16 casos prováveis de Chikungunya, com 6 confirmações. Não há registros confirmados de Zika vírus ou febre do Oropouche no território fluminense.
Mário Sérgio destacou que, em 2026, a vacinação contra dengue será ampliada para todas as regiões do estado. Desde o início da aplicação da vacina Qdenga, em 2023, mais de 758 mil pessoas já foram imunizadas.
Outro ponto de atenção é a vigilância do sorotipo 3 da dengue, circulando em estados vizinhos. O Centro de Inteligência em Saúde do Rio de Janeiro monitora a situação para evitar a introdução dessa variante, que ainda não foi registrada no estado.
O alerta das autoridades reforça a importância de medidas preventivas individuais, como eliminar água parada em vasos, calhas e recipientes, manter piscinas tratadas e descartar corretamente lixo e entulhos. A participação da população é fundamental para reduzir o risco de transmissão da dengue e de outros arbovírus.
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