O Rio de Janeiro sediou, nesta quinta-feira (8), uma cerimônia militar dedicada à memória dos brasileiros que atuaram na Segunda Guerra Mundial.
O encontro ocorreu no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial e marcou os 81 anos do encerramento do conflito na Europa, reunindo autoridades civis e militares, integrantes da ativa e da reserva, ex-combatentes e convidados.
A solenidade foi promovida pelo Ministério da Defesa em conjunto com as Forças Armadas e teve como foco destacar a relevância histórica da participação do Brasil no cenário da guerra.
O evento também prestou reconhecimento aos integrantes da Força Expedicionária Brasileira e a outras tropas que contribuíram nas operações do período.
Durante a programação, foi lembrado o anúncio do fim da guerra na Europa, feito em 8 de maio de 1945 pelo locutor Heron Domingues na Rádio Nacional, durante o programa Repórter Esso. A transmissão marcou profundamente a população brasileira e entrou para a história da comunicação no país.
Em discurso, o comandante do Exército, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, ressaltou a importância dos combatentes brasileiros, prestando homenagem aos que perderam suas vidas no conflito.
Ele destacou o legado de coragem e dedicação deixado pelos militares, enfatizando o papel decisivo desses soldados na construção da história militar brasileira.
A cerimônia também contou com a entrega da Medalha da Vitória, condecoração destinada a civis e militares que participaram de missões internacionais ou contribuíram para operações de paz.
Cerca de 200 pessoas e seis instituições foram reconhecidas pela atuação em diferentes contextos de cooperação e conflitos ao longo dos anos.
Entre os homenageados esteve o primeiro-tenente da Marinha José Osório de Oliveira Filho, de 103 anos, um dos veteranos ainda vivos da participação brasileira na guerra.
Ele relembrou sua trajetória com emoção, destacando sua experiência no período de conflito e a importância da Marinha em sua vida, afirmando que sobreviver à guerra representa motivo de orgulho.
O encerramento do evento foi marcado por uma apresentação aérea da Esquadrilha da Fumaça, que realizou um sobrevoo sobre o Aterro do Flamengo.
A demonstração simbolizou a conclusão da homenagem, unindo emoção, memória e reconhecimento aos brasileiros que participaram de um dos maiores conflitos da história mundial.
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