O governo do Estado do Rio de Janeiro criou uma ferramenta para avaliar os impactos das altas temperaturas sobre a população e ajudar os municípios a se prepararem para períodos de calor extremo.
O Índice Multidimensional de Excesso de Calor reúne dados de diferentes áreas para identificar regiões e grupos mais vulneráveis.
O mecanismo considera informações climáticas, de saúde, ambientais, sociais e de infraestrutura. A proposta é utilizar os resultados para orientar medidas preventivas nos 92 municípios fluminenses e melhorar a preparação dos serviços públicos diante de eventos de calor intenso.
Uma das principais funções do indicador será permitir a emissão de alertas com até cinco dias de antecedência. Com esse prazo, órgãos públicos e unidades de saúde poderão organizar ações para enfrentar possíveis impactos provocados pela elevação prolongada das temperaturas.
Como o risco será calculado
A classificação leva em consideração características específicas de cada município. Entre os fatores analisados estão o histórico de exposição a episódios de calor intenso, a faixa etária da população e a ocorrência de doenças respiratórias, cardiovasculares e renais.
A estrutura da rede pública de atendimento também entra no cálculo. A disponibilidade de leitos e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) é considerada para identificar a capacidade de resposta de cada localidade.
O índice ainda incorpora aspectos socioeconômicos, condições da infraestrutura urbana e a existência de áreas verdes. A combinação desses dados permite avaliar não apenas a intensidade do calor, mas também o grau de vulnerabilidade da população exposta.
Dessa forma, duas cidades submetidas a temperaturas semelhantes podem apresentar níveis de risco diferentes, dependendo das condições sociais, ambientais, de saúde e de infraestrutura de cada uma.
Cinco níveis de risco
A ferramenta integra o Plano de Contingência para Enfrentamento do Excesso de Calor, que estabelece cinco níveis para classificar eventos de acordo com sua intensidade e duração.
A escala começa em situações de menor risco e pode avançar para níveis severos e extremos. A permanência das temperaturas elevadas por períodos superiores a cinco dias é um dos fatores considerados na classificação.
A expectativa do governo estadual é utilizar o sistema para antecipar cenários de maior vulnerabilidade e orientar respostas específicas em cada região.
Com a nova ferramenta, a administração estadual busca ampliar a capacidade de prevenção diante das ondas de calor e apoiar os municípios na organização de medidas de proteção à população.
O indicador também poderá contribuir para direcionar estratégias de acordo com as características ambientais, sociais e estruturais de cada cidade.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












