Profissionais da educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (9).
O movimento reúne professores e servidores administrativos, que reivindicam recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho.
Na rede municipal da capital, a mobilização inclui uma assembleia marcada para as 14h na Cinelândia, seguida de ato público. De acordo com a categoria, as perdas salariais acumuladas desde 2019 chegam a cerca de 24,07%, conforme levantamento do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
Entre as principais reivindicações estão o reajuste dos vencimentos, o fim da chamada “minutagem” — prática que amplia a carga horária sem compensação proporcional —, o pagamento do Acordo de Resultados 2024, equivalente ao 14º salário, e a aplicação do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil.
A pauta também inclui o descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia, reajuste do vale-refeição e mudanças nas regras de remoção, que atualmente priorizam profissionais terceirizados.
Já os trabalhadores da rede estadual realizam assembleia às 10h no Clube de Engenharia – Edifício Edison Passos, no centro da cidade, com manifestação prevista em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Nesse caso, o índice de recomposição salarial reivindicado é mais elevado, podendo chegar a aproximadamente 56%, segundo estimativas das entidades representativas.
Os profissionais também cobram o cumprimento integral do acordo firmado em 2021 com o governo estadual, que previa a reposição de 26,5% das perdas salariais entre 2017 e 2021 — porém, apenas a primeira parcela foi efetivamente paga até o momento.
Outro ponto central das reivindicações é a implementação do Piso Nacional do Magistério, além da valorização da carreira e melhores condições de trabalho nas escolas públicas.
A paralisação reforça a pressão da categoria sobre os governos municipal e estadual, em meio a um cenário de reivindicações históricas relacionadas à valorização dos profissionais da educação e à recomposição do poder de compra dos salários.
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