Cinco mil cartões do programa Prato Feito Carioca, destinados aos trabalhadores informais inscritos no CadÚnico (cadastro de programas sociais federais), serão entregues até o final de julho pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS).
No último dia 15, mais 709 cartões foram distribuídos na quadra da Imperatriz Leopoldinense, em Ramos. Beneficiários do programa das regiões de Madureira e Pavuna já haviam recebido outros 978 cartões magnéticos. As próximas ações estão previstas para os bairros de Vila Isabel e Jacarezinho, na Zona Norte, e Jacarepaguá, na Zona Oeste, entre os dias 18 e 22, quando serão disponibilizados mais de 1.448 cartões.
Tem direito ao benefício os trabalhadores com renda mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. O programa foi criado para tentar amenizar os impactos da pandemia e da crise econômica.
“Esse é um vale refeição para os trabalhadores informais que são acompanhados pelos CRAS [Centro de Referência de Assistência Social]. São as pessoas que têm maior vulnerabilidade na cidade do Rio de Janeiro, trabalham, mas não têm carteira assinada. Vários bares e restaurantes próximos de onde trabalham estão aderindo à bandeira do cartão Prato Feito Carioca para entregar as refeições gratuitas. Mas se o restaurante mais perto do trabalhador não estiver disponível, ele pode falar com sua assistente social para a prefeitura cadastrar junto”, explica a secretária municipal de Assistência Social, Maria Domingas Pucú.
Moradora da comunidade de Vigário Geral, na Zona Norte, com dois filhos e sem renda fixa, a dona de casa Lucimar de Almeida, de 61 anos, é uma das beneficiadas do programa Prato Feito Carioca. Desde que perdeu o emprego de auxiliar de serviços gerais, há dois anos, Lucimar sobrevive da venda de salgados, doces e bebidas que comercializa pelas ruas do bairro. “Vai ajudar bastante o cartão, porque é um complemento. Pelo fato de só fazer bicos, as coisas ficam muito difíceis”, diz ela.
Prefeitura vai implantar cozinhas comunitárias
Com o cartão magnético, o usuário do Prato Feito pode fazer uma refeição por dia em qualquer bar ou restaurante conveniado. Além de funcionar como um programa de combate à fome, também promove fluxo de renda no comércio da cidade.
“A ideia é que seja garantida alimentação próximo ao seu local de trabalho, sem encargos para o usuário. O custo de cada refeição será subsidiado pela prefeitura e o beneficiário poderá se alimentar no estabelecimento ou, se preferir, levar a quentinha para consumo em outro local”, explica Pucú.
O próximo investimento do programa são as Cozinhas Comunitárias Cariocas, com 11 unidades já em funcionamento e outras quatro que serão inauguradas até o fim do mês.
Cada cozinha disponibiliza 5,6 mil refeições por mês na própria comunidade onde vive o beneficiário. Os cardápios, nos dois programas, são elaborados e supervisionados pelas equipes de nutricionistas da SMAS.












