Mais de 50 ônibus foram usados como barricadas durante a Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Militar nos complexos do Alemão e da Penha. Mobilidade urbana segue prejudicada e mais de 100 suspeitos foram presos.
Durante a madrugada desta terça-feira (28), a Operação Contenção, conduzida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, resultou no uso de mais de 50 ônibus como barricadas em diferentes regiões da cidade. A ofensiva ocorre nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, com o objetivo de desarticular núcleos do Comando Vermelho.
De acordo com o sindicato Rio Ônibus, o número de veículos danificados ou usados para bloqueios “aumenta a cada instante”, o que torna difícil estimar o prejuízo total. Ainda segundo a entidade, mais de 120 linhas foram afetadas e a mobilidade urbana está comprometida em áreas como Anchieta, Méier, Grajaú-Jacarepaguá, Avenida Brasil, Linha Amarela, Cidade de Deus, Chapadão, Engenho da Rainha, Alemão e Penha.
Em meio aos impactos no transporte, a MobiRio — empresa pública responsável pelo sistema BRT (Bus Rapid Transit) — informou que diversas linhas precisaram ser suspensas por questões de segurança. Entre as afetadas estão as linhas 31 (Alvorada x Vicente de Carvalho), 35 (Madureira x Alvorada), 40 (Madureira x Alvorada), 41 (Madureira x Terminal Recreio), 42 (Galeão x Manaceia), 43 (Santa Efigênia x Fundão), 46 (Penha x Alvorada), 67 (Campo Grande x Deodoro) e 68 (Bangu x Deodoro).
Enquanto isso, outros modais seguem operando dentro da normalidade. As concessionárias do VLT Carioca, SuperVia e MetrôRio informaram que não há interrupções nos serviços até o momento.
Com o avanço da operação, o Centro de Operações do Rio (COR-Rio) reforçou orientações de segurança à população. O órgão recomenda que os cidadãos evitem circular pelas regiões de confronto, busquem locais seguros e acompanhem informações apenas por canais oficiais.
No balanço mais recente divulgado pelo Palácio Guanabara, o número de mortos chegou a 64, entre eles dois policiais civis e dois agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais), atingidos em tiroteios na área de mata do Complexo do Alemão. A Polícia Militar colocou toda a tropa em estado de alerta, inclusive os efetivos administrativos.
Além das mortes, a operação já contabiliza mais de 100 prisões. Segundo as autoridades, muitos dos detidos pertencem a uma facção criminosa oriunda do Pará que se refugiava no Rio. A ação também resultou na apreensão de 75 fuzis, além de pistolas, granadas e munições.
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