Um ataque contra um ônibus do transporte público causou momentos de tensão na tarde deste domingo (11), no bairro Carangola, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O coletivo, operado pela empresa Cidade das Hortênsias e responsável pela linha 3036, foi atingido por pedras e galhos de árvores, que destruíram vidros e danificaram partes da estrutura do veículo.
A ocorrência aconteceu por volta das 14h e foi registrada em vídeos que circulam nas redes sociais. As imagens mostram a preocupação de moradores com a segurança dos funcionários, que ficaram presos dentro do ônibus durante a ação.
Em uma das gravações, uma pessoa pede ajuda para retirar o motorista do veículo, temendo que ele fosse gravemente ferido. Em outro momento, uma mulher relata que o profissional precisaria de escolta para deixar o coletivo e afirma que ele estava com as costas machucadas.
Os registros mostram os danos provocados pelos objetos arremessados contra o ônibus e a apreensão de quem acompanhava a situação. O episódio mobilizou equipes de atendimento e levantou preocupações sobre a segurança dos trabalhadores do transporte público na região.
Funcionários são encaminhados ao hospital
Após o ataque, a Cidade das Hortênsias informou que acionou a Polícia e o Corpo de Bombeiros. Os funcionários envolvidos foram encaminhados ao hospital para receber atendimento médico.
Em nota de repúdio, a empresa e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) condenaram a violência contra os profissionais.
A companhia afirmou que está apurando as circunstâncias do episódio e destacou que nenhuma situação justifica agressões contra trabalhadores. Com mais de seis décadas de atuação, a empresa classificou o ocorrido como um episódio de extrema gravidade.
O Setranspetro também manifestou preocupação com os riscos provocados por ataques dessa natureza. Segundo a entidade, a violência pode colocar em perigo não apenas motoristas e outros funcionários, mas também passageiros e pessoas que estejam nas proximidades.
Além dos danos materiais e dos possíveis ferimentos, a depredação de coletivos pode comprometer a prestação do serviço e prejudicar a rotina de quem depende dos ônibus para trabalhar, estudar e realizar outras atividades.
Motivação do ataque ainda não foi esclarecida
Até a última atualização das informações divulgadas, não havia confirmação sobre o número total de feridos nem detalhes completos sobre o estado de saúde dos funcionários. A motivação do ataque também permanecia desconhecida.
As autoridades deverão apurar as circunstâncias da ocorrência e buscar identificar os responsáveis pela depredação do veículo.
O caso reacende a preocupação com a segurança no transporte coletivo e com os impactos da violência sobre os profissionais responsáveis por manter o serviço em funcionamento e garantir o deslocamento diário da população.
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