O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) retomou nesta quarta-feira (15) a campanha de combate ao racismo e à xenofobia no futebol, durante a partida entre Fluminense e Independiente Rivadavia, realizada no Maracanã, pela segunda rodada da Copa Libertadores da América de 2026.
A iniciativa faz parte da ação #EstamosVigilantes, voltada à prevenção e repressão de crimes de discriminação em jogos internacionais no estado.
A mobilização ocorre em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), com foco na presença ativa de autoridades dentro dos estádios.
Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest) atuam diretamente nas arquibancadas para monitorar o comportamento do público e intervir em casos de flagrante ou denúncias de atos racistas e xenofóbicos.
Segundo o MPRJ, a estratégia já apresentou resultados em edições anteriores da campanha. Em partidas realizadas no Maracanã e no Estádio Nilton Santos, três torcedores foram identificados por práticas racistas, presos e posteriormente denunciados.
Os casos foram encaminhados ao Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, que determinou penas de dois anos de prisão, além da proibição de frequentar eventos esportivos, culturais e artísticos por três anos.
O coordenador do Gaedest, promotor de Justiça Márcio Almeida, destacou que a iniciativa vai além da punição imediata, buscando também promover uma mudança de comportamento no ambiente esportivo.
Segundo ele, o combate à discriminação é tratado como um princípio essencial, e a atuação do Ministério Público visa garantir respostas rápidas e efetivas diante de crimes dentro e fora dos estádios.
Além da fiscalização presencial, a campanha também aposta na conscientização do público. Nesta quarta-feira, será divulgado um vídeo educativo com ampla circulação na imprensa, redes sociais e telões dos estádios.
A produção reúne jogadores de clubes cariocas, torcedores, jornalistas, influenciadores e profissionais de segurança, ampliando o alcance da mensagem.
A ação reforça ainda o incentivo à participação do público e dos profissionais envolvidos nas partidas, estimulando denúncias e colaboração na construção de um ambiente esportivo mais seguro e inclusivo.
O MPRJ ressalta que o enfrentamento ao racismo e à xenofobia no futebol depende do engajamento conjunto de instituições, clubes e torcedores.
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