Os motoristas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro podem paralisar as atividades a partir da meia-noite de segunda-feira, 29 de junho, caso não haja avanço nas negociações salariais entre a categoria e as empresas de transporte.
A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários do Rio após a rejeição da proposta apresentada pelo Rio Ônibus durante a campanha salarial. Segundo informações divulgadas pela entidade e repercutidas por veículos locais, a categoria cobra uma nova rodada de negociação e afirma que não houve avanço suficiente por parte das empresas.
O sindicato informou que encaminhou comunicado à Prefeitura do Rio, ao Rio Ônibus, aos consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz, além do Ministério Público do Trabalho, cumprindo o prazo legal de 72 horas antes do início da greve.
A categoria está em estado de greve desde 11 de junho, após assembleia que rejeitou a contraproposta patronal. Entre os pontos em discussão estão reajuste salarial, benefícios, escala de trabalho e melhores condições para os profissionais que atuam no sistema de transporte coletivo da capital. A proposta das empresas previa reajuste de 4,39%, índice correspondente à inflação acumulada em 12 meses até abril, segundo informações publicadas pela imprensa especializada em transporte.
Caso a greve seja confirmada, o impacto deve ser sentido por passageiros de diferentes regiões da cidade, especialmente trabalhadores que dependem dos ônibus municipais para deslocamento diário. A paralisação pode afetar linhas operadas pelos principais consórcios do sistema, ampliando a pressão sobre outros modais, como metrô, trens, vans e transporte por aplicativo.
Até o momento, a greve ainda depende dos próximos movimentos de negociação. A expectativa é que uma nova proposta das empresas possa evitar a paralisação ou reduzir seus impactos. Sem acordo, os rodoviários afirmam que o movimento será iniciado à meia-noite de segunda-feira.
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