O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta sexta-feira (3) o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro, iniciativa que faz parte da estratégia do governo federal para intensificar o enfrentamento ao crime organizado.
A nova estrutura atuará em parceria com o governo estadual e os municípios, fortalecendo o compartilhamento de informações de inteligência e a coordenação de operações contra facções criminosas.
Durante a cerimônia de inauguração, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a presença permanente da pasta no estado é considerada estratégica diante dos desafios enfrentados pelo Rio de Janeiro na área da segurança pública.
Segundo o ministro, o estado teve papel importante na transformação do crime organizado no Brasil, com organizações criminosas expandindo o domínio territorial, diversificando suas fontes de financiamento, utilizando esquemas de lavagem de dinheiro e infiltrando recursos em atividades econômicas e instituições públicas.
A criação da unidade integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Além do escritório instalado no Rio de Janeiro, o governo federal já implantou estruturas semelhantes em São Paulo e em Foz do Iguaçu, no Paraná.
O programa também prevê a instalação de sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que o Coaf terá papel estratégico na identificação e interrupção das fontes de financiamento das organizações criminosas.
De acordo com ele, as ações incluem o rastreamento de empresas utilizadas pelas facções para movimentar recursos, além da identificação de serviços clandestinos, como operadoras ilegais de telefonia e internet, e de negócios infiltrados pelo crime organizado. A proposta é enfraquecer financeiramente essas organizações e ampliar a capacidade de fiscalização.
Chico Lucas ressaltou ainda que o Escritório Nacional Antifacção permitirá ampliar o apoio operacional da União às forças de segurança do Rio de Janeiro e fortalecer a integração com outros estados que também enfrentam a atuação de facções criminosas originadas no território fluminense.
Na área do sistema penitenciário, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, anunciou um pacote de medidas voltadas ao reforço da segurança nas unidades prisionais do estado.
Entre as ações previstas estão a entrega de novos equipamentos, programas de capacitação para policiais penais e a adoção de protocolos utilizados nos presídios federais de segurança máxima.
Segundo Garcia, a iniciativa abrangerá 138 estabelecimentos prisionais em todo o país, incluindo as principais unidades do Rio de Janeiro. O planejamento também prevê a realização de duas operações regionais e uma operação nacional por mês, com foco no monitoramento de lideranças criminosas e na interrupção da comunicação entre facções dentro do sistema prisional.
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