A turista argentina Agostina Paez se manifestou nas redes sociais nesta quinta-feira (5) após a Justiça decretar sua prisão preventiva por suposto racismo contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. Em vídeo, a acusada declarou sentir medo e desespero diante da medida.
“Recebi uma notificação informando que há uma ordem de prisão preventiva contra mim por risco de fuga, mesmo estando com tornozeleira eletrônica e à disposição da Justiça desde o dia 1º. Sinto que meus direitos estão sendo violados e estou desesperada”, afirmou Paez.
A decisão, emitida pela 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital, justifica a prisão com base no risco de que a liberdade da acusada pudesse intimidar testemunhas e vítimas, além de possibilitar seu retorno à Argentina, comprometendo a investigação.
Até o momento, Agostina cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, apreensão do passaporte e permanência obrigatória no país. O episódio ocorreu em um bar da Rua Vinícius de Moraes, quando, segundo a Polícia Civil, a turista e duas amigas se desentenderam com os funcionários sobre o valor da conta.
Durante a discussão, Paez teria proferido ofensas raciais, chamando um funcionário de “negro” e outro de “mono” (macaco, em espanhol), fazendo gestos que simulavam o animal. As ofensas continuaram do lado de fora do estabelecimento, atingindo outros três funcionários.
No Brasil, o crime de injúria racial é tipificado no Código Penal e prevê pena de dois a cinco anos de prisão.
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