O acidente aéreo que matou seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos após relatos de influenciadores que afirmaram ter recebido convite para participar do deslocamento de helicóptero.
Os dois disseram que poderiam estar a bordo das aeronaves envolvidas na colisão, mas acabaram não embarcando.
A tragédia aconteceu no último domingo, dia 14, e deixou seis mortos. Entre as vítimas estão o DJ Lucas Frota e o cantor norte-americano Oliver Tree, conforme informações publicadas pelo jornal O Globo.
A colisão entre os helicópteros causou grande comoção e mobilizou equipes de investigação para apurar as circunstâncias do acidente.
Um dos relatos é do influenciador Thiago Alcântara, conhecido nas redes sociais como Iae Break. Com milhões de seguidores, ele ganhou projeção ao produzir conteúdos sobre o cotidiano em comunidades do Rio de Janeiro, principalmente na Rocinha, onde mora atualmente.
Nascido em Recife e criado na Baixada Fluminense, Break construiu sua trajetória nas redes após passar por diferentes atividades profissionais. Antes da fama na internet, trabalhou como camelô, borracheiro e ajudante de obras.
O conteúdo popular, voltado para a rotina de moradores de comunidades, fez o influenciador ampliar seu alcance nas plataformas digitais.
Segundo Break, ele chegou a ser chamado para participar do voo de helicóptero, mas não embarcou porque já tinha outros compromissos marcados. O relato passou a repercutir depois da confirmação das mortes e aumentou a comoção em torno da tragédia.
Outro influenciador que afirmou ter sido convidado para o deslocamento foi o produtor musical Victor Costa, conhecido como WAO.
Ele relatou que também poderia ter seguido em uma das aeronaves, mas desistiu por medo de voar e por mudanças de última hora na logística do grupo.
Enquanto os depoimentos repercutem nas redes sociais, a Polícia Civil trabalha para reconstruir os momentos anteriores à colisão.
Uma das frentes da investigação busca verificar se os helicópteros seguiam os corredores aéreos previstos para a região ou se houve algum desvio de rota durante o trajeto.
De acordo com a apuração publicada pelo O Globo, o delegado Alan Luxardo, responsável pelo caso, solicitou à Torre de Controle do Aeroporto de Jacarepaguá os planos de voo das aeronaves.
A documentação deve ajudar a esclarecer o percurso autorizado, a comunicação com o controle aéreo e possíveis alterações durante o deslocamento.
Os investigadores também apuram se a tragédia pode ter sido provocada por falha técnica, erro humano ou por uma combinação de fatores.
Peritos deverão analisar registros de manutenção, condições das aeronaves, imagens do acidente, comunicação entre pilotos e torre, além das circunstâncias operacionais no momento da colisão.
Imagens captadas pela Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública da Prefeitura do Rio já foram encaminhadas à polícia. O material poderá ser decisivo para entender a dinâmica do impacto e a posição dos helicópteros antes da queda.
O caso permanece sob investigação. As autoridades buscam esclarecer se houve problema mecânico, falha de comunicação, descumprimento de rota ou outro fator que tenha contribuído para a colisão.
A tragédia reacendeu o debate sobre segurança em voos particulares, deslocamentos panorâmicos e controle de tráfego aéreo em áreas urbanas.
Enquanto familiares e amigos das vítimas enfrentam o luto, a investigação tenta responder o que provocou uma das ocorrências aéreas mais graves registradas recentemente no Rio de Janeiro.
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